quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Súplica à inspiração

Sou poeta. E como tal ando sem rumo, turno ou direção.
Ando e não me canso de procurar-te na vastidão.
Procuro-te até na fantasia ou na escuridão.
Sem ti não há poesia e nem se quer um refrão.
Ah! minha menina, meu encanto,
Se tu soubestes que de tantos corações és o pranto,
E em todas canções és o encanto, não fugias de mim não.
Ah! não tarda em aparecer, que enquanto não adormecer
Te espero com o lápis na mão.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

variação em função do tempo

Mais que o pensamento: Eu sou o ato.
Sou quem paga pra ver, quem morre, sou quem mato.
Sou quem luta, quem julga, quem é julgado
Sou o mundo e o que nele é depravado.

Precipito entre noites e namorados
Perco a novela, o sono, estou cansado
vou levando, eu não paro.
Vou levantando, não calo.
Sou o poeta que morre atropelado.

Não paro, eu calo, não falo, me espalho
Sou o que resta do mundo admirado.